Longe do Paraíso




Um drama com uma história excelente, não precisa de nem 10 minutos para prender a atenção do espectador. Lida com temas delicados de maneira sensível, como homossexualismo e racismo (inclusive dentro da comunidade negra). É o pano de fundo que faz a diferença. A história se passa na mesma América respirando e vivendo a paranóia do escroto senador McCarthy, onde qualquer um poderia ser visto como comunista e logo viver uma eterna humilhação.

Julianne Moore e Dennis Quaid vivem o casal que começa a entrar em crise depois que ela descobre que o marido é homossexual. A partir disso, fazem de tudo para "curar essa doença". Ela, sem saber em quem confiar para conversar sobre isso, acaba encontrando conforto no filho de seu falecido jardineiro, um negro, e claro que essa relação logo é vista com outros olhos pelas pessoas ao redor.

O diretor Todd Haynes fez uma curiosa escolha estética de fazer com que Longe do Paraíso parecesse de todas as formas um filme de época que está retratando: desde as fontes dos créditos até as cores e iluminação, o que é um acerto, de uma forma. O porém é que depois de um tempo, isso acaba soando como cinismo, principalmente a trilha sonora, e se o filme tem um defeito é esse: depois de um tempo, a visão do diretor chega a parecer arrogante diante da história.

Mas o melhor de Longe do Paraíso talvez passe despercebido pela maioria dos espectadores: a conclusão de que apesar de todos os problemas sociais e políticos da época, o grupo social mais reprimido eram as mulheres. E poucas vezes, o título de um filme passou tão bem sua mensagem.

NOTA: 8,5

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