Efeito Dominó



Efeito Dominó é um filme curioso: começa desepretensioso, até bobinho, mas da metade pra frente se torna um filme adulto e inesperadamente ousado. Dirigido pelo competente Roger Donaldson, conta a história real de um misterioso assalto a banco em Londres nos anos 70 que acabou gerando enorme controvérsia: a imprensa foi proibida pelo MI-6 a divulgar qualquer notícia sobre o assalto.

E porque isso? Porque o próprio MI-6 estava por trás do assalto, e como o filme começa a ir mostrando aos poucos, a consequência do assalto foi muito maior e mais interessante do que o próprio. Tanto que o próprio filme agiliza todas as estratégias típicas de assalto a banco para fazê-lo acontecer logo, e confesso que fiquei surpreso em constatar que o ato aconteceu antes da metade do filme, afinal como afirmei antes, Efeito Dominó é um filme sobre consequências (e o título português entrega isso de bandeja: troféu jóinha pra quem deu o nome por aqui).

Os problemas do filme começam também junto com sua melhora. Jason Statham é o ator fortão mais carismático da história, mas não tem experiência dramática suficiente para o papel (o que estraga uma cena maravilhosa com sua família), mesmo que por outro lado, o ator consiga fazer o mesmo que Bruce Willis conseguiu em Duro de Matar: transformar seu personagem num herói fodão, sem esquecer de sua humanidade.

Mesmo assim, Efeito Dominó se revela uma baita de uma surpresa agradável nas locadoras, um filme de ação inusitado e bem escrito, que merece ser visto e revisto.

NOTA: 8

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