Rambo IV



Assisti aos Rambos a muito tempo, e só lembro de ter gostado bastante do primeiro. O mesmo aconteceu com os Rockys, mas mesmo assim, Rocky Balboa me surpreendeu bastante, como um drama pesado e a atuação perfeita de Sylvester Stallone. Já Rambo IV podia ter sido um filme até superior, graças a temática infinitamente mais pesada sobre o eterno conflito na Birmânia, e o histórico do personagem. Poderia ter sido o que Gran Torino foi para Clint Eastwood. Mas acabou virando um filme de ação bacana, mas não muito memorável.

A intenção de Stallone em denunciar o conflito é bacana, mas ele o faz de maneira muito dúbia. Aliás, ao final, quando refleti sobre a "mensagem" do filme, não pude deixar de constatar que Rambo IV é meio esquizofrênico: critica o conflito de um país, enquanto defende a ação dos mercenários. A forte violência do filme é corajosa, mas tem horas que exagera, com os personagens virando mingau de sangue. E a cena em que Rambo corre da explosão de uma bomba beira o patético (não pude de deixar de rir do fato que me lembrei do Papaléguas).

Mesmo assim, Rambo IV tem vários bons momentos depois do início ruinzinho: as cenas de ação são muito bem filmadas, e não perdem a força mesmo com a montagem fraquinha. A fotografia e a trilha sonora são magníficas, combinam perfeitamente com a obra, que infelizmente, é só mais um filme de ação na prateleira, o que é uma pena.


NOTA: 7

3 comentários:

O Cara da Locadora disse...

Realmente dispensáve (uma pena depois do que Stallone fez com Rocky, excelente final para a série)...

Pedro Tavares disse...

Brutal, direto e reto. Como um bom filme de ação deve ser!

Tiago Lipka disse...

Pedro, vendo por esse lado, concordo. Mas o filme deixa claro na abertura que não pretendia ser só isso.

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