Os Estados Unidos Contra John Lennon




Documentário interessante, falho em alguns aspectos, mas que merece ser visto principalmente por seu personagem principal, John Lennon. Os Estados Unidos Contra John Lennon usa de animações e uns 3D's básicos fuleiros irritantes que não ajudam em nada, e a trilha sonora é extremamente mal aproveitada (afinal, pense em tudo que eles poderiam usar...). O filme fala sobre a contradição dos sentimentos dos EUA para com a figura de Lennon: amado pelas músicas, odiado pelas autoridades por suas atitudes.

Os pontos positivos porém vão na seleção bacana de entrevistados, que vão desde óbvios, como Yoko Ono, até um tiozão amigo de Nixon que defende as ações do canalha até hoje. O filme também expõem com habilidade as táticas imbecis do FBI e do presidente para vigiar a vida de Lennon, e o efeito psicológico que isso teve no músico.

Mas os melhores momentos vem do próprio Lennon nas imagens de arquivo. Carismático e inteligentíssimo, o ex-beatle tinha plena consciência de que era visto como um lunático utópico, mas usava de todos os meios possíveis para protestar pela paz. E se o documentário tem uma grande razão de existir, ela vem do fato de mostrar que as ações de Lennon (como ficar 7 dias na cama com a palavra Peace, ou os cartazes de War is Over (if you want it) tiveram, sim, grande importância, muito maior do que seus críticos poderiam supor.

Os Estados Unidos Contra John Lennon poderia ser um documentário muito melhor, já que tem momentos chatinhos, burocráticos, e só se mostra muito memorável quando o próprio Lennon aparece. Mas o ato final, quando o filme se concentra mais na pessoa do cantor, especialmente na sua vida familiar da qual foi brutalmente tirado em seu estúpido assassinato mostra a importância de lembrarmos desse ser humano fantástico que ele foi.

E que a guerra realmente acabou. Se quisermos.

NOTA: 8,5

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