O Mundo de Jack e Rose



Poderia ser um filme extremamente pesado, já que lida com temas difíceis, como incesto, drogas, sexo, drogas e a depressão dos antigos hippies com os anos 80. Mas O Mundo de Jack e Rose é um filme extraordinário, sensível até a medula. É incrível que seja tão complexo e dramático, e contado como uma história simples e comovente.

Contando a história de amor entre pai e filha de maneira tocante, o filme se passa em 1986, em uma ilha onde os dois vivem sozinhos, onde alguns anos atrás, alguns hippies engenheiros e cientistas tentaram fazer uma experiência de reconstruir uma sociedade. Apenas Jack, o pai, interpretado por Daniel Day-Lewis, continua ali, vivendo nas "regras" que eles tentaram impor, em vão. A situação se complica quando ele chama uma mulher e seus filhos para morarem com eles, causando um enorme desconforto em sua filha.

Jack e Rose são dois dos personagens mais fascinantes a aparecerem num filme, pai e filha que se amam tanto, que seu relacionamento beira o incesto (algo do qual, apenas o pai tem consciência e evita). E Daniel Day-Lewis e Camila Belle os interpretam de maneira brilhante e sensível. A direção de Rebecca Miller é também extraordinária, fazendo um belo uso de locações e cores. A cena na "velha casa de reuniões" é genial. E o belíssimo (e trágico) final é prova de que Miller é uma diretora para ficarmos de olho.

NOTA: 10

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