Nascido para Matar




Existe um consenso meio geral que gosta muito da primeira parte do filme, no treinamento dos soldados, e não tanto da segunda, que já se encontram na guerra. E admito que concordo em partes. O seu único problema é atingir o clímax emocional da narrativa muito cedo. Não há cena mais impactante do que a que fecha o primeiro ato.

Fora isso, Nascido para Matar é um belíssimo filme anti-guerra, que mesmo sem contar com nenhuma novidade, é conciso e muito bem contado. Tematicamente, lembra Apocalypse Now, em sua narração da loucura da guerra, da violência se manifestando cada vez mais nos personagens, mas sem o sabor viajado da (superior) obra de Francis Ford Coppola.

As cenas de batalha são algumas das melhores já filmadas na história do cinema. Stanley Kubrick usava a steady-cam de maneira perfeita. O plano-sequência que mostra a reação dos soldados diante do cadáver do amigo é outro grande destaque.

Nascido para Matar é um filme poderoso, mas Kubrick já havia desenvolvido suas idéias sobre a guerra de maneira superior nos extraordinários Glória Feita de Sangue e Dr. Fantástico. De qualquer maneira, é filme de Kubrick, ou seja, impossível ignorar.

NOTA: 9

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