Fay Grim


 
Continuação do magnífico As Confissões de Henry Fool, e quem assistiu ser ver o primeiro, certamente não vai gostar. Hal Hartley criou uma trama inusitada e complexa que satiriza o gênero de espionagem, assim como os recentes Queime Depois de Ler e Duplicidade. Mas Fay Grim vai além: sua trama é tão complexa, que a graça está justamente na confusão da coisa toda, e em ver os excelentes personagens de Henry Fool num universo completamente diferente.

Fay Grim é uma continuação exemplar: a preocupação do cineasta em preencher os espaços do primeiro filme para justificar a trama deste são dignas de aplausos. Por outro lado, Hartley acaba fazendo uma obra menos criativa: se em As Confissões de Henry Fool, parte da graça estava na escatologia, nas elipses que ocorriam em um mesmo enquadramento, em Fay Grim muito pouco disso acontece, e nunca com o mesmo impacto. Mesmo assim, Hartley é um diretor inteligentíssimo, e a obra é recheada de referências políticas interessantes e complexas.

Parker Posey está maravilhosa, e seu figurino sexy (e divertido) é um show a parte. Aliás, todo o elenco que reprisa seus personagens estão magníficos, e demonstram um cuidado exemplar na construção de seus personagens. E Jeff Goldblum encarna o agente da CIA mais incompetente da história com divertida seriedade, se encaixando com perfeição a história.

Divertido e inteligente, Fay Grim é um filme obrigatório, mas deve ser assistido como a continuação de uma história: deve ser praticamente impossível gostar dele sem ver As Confissões de Henry Fool. E vamos lá: é uma exigência bem bacana.

NOTA: 8,5

1 comentários:

Anônimo disse...

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