Expresso Transiberiano


 

Brad Anderson comandou um dos filmes mais desagradáveis (no bom sentido) dos últimos anos, o suspense O Operário. De início, em Expresso Transiberiano o diretor parece mais "calmo". A primeira hora de história reserva poucas surpresas e uma trama bastante simples, que explora com delicadeza as facetas complexas de seus personagens. Tudo para que, no último ato, o diretor mostre suas garras, criando 40 minutos de tensão insuportável, e bem dirigida. O filme se passa no expresso Transiberiano, um trem que vai da China até Moscou em uma viagem de sete dias. A viagem do trem e sua mudança de cenário é bem mostrada pela belíssima fotografia.

Emily Mortimer surge como o destaque inquestionável, numa atuação sutil e magnífica. E dizer que a jovem inglesa se destaca no meio de um elenco que conta com os talentosos e "veteranos" Ben Kingsley, Woody Harrelson e Thomas Kretzchmann é um grande elogio por si só. Aliás, vale comentar que um dos poucos pontos fracos do filme é a saída de cena sem "clima" do personagem de Kingsley.

Assim como em O Operário, Anderson acaba cometendo alguns equívocos em prol do suspense, fazendo alguns personagens tomarem decisões estúpidas para elevar a tensão, mas os diálogos são tão bem escritos e os personagens tão bem definidos, que Expresso Transiberiano mostra que o diretor e roteirista vem melhorando. Que venha seu próximo!

NOTA: 9

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