Duplicidade


 
Lembra um pouco o ótimo Queime Depois de Ler: é uma sátira ao gênero de espionagem, e também das corporações, que são vistas como realmente são: uma cambadinha de idiotas que visam o lucro sem pensar direito, no sentido imbecil mesmo. Mas não beira o histerismo da obra dos irmãos Coen. Bem escrito e dirigido por Tony Gilroy, conta a história de um "casal" qe planeja um golpe de roubar a patente de um super-novo-produto de uma corporação, e eles agem através de uma concorrente que quer a fórmula.

O filme funciona porque não é o estilo de espionagem chato dos antigos 007 ou Tony-Ridley Scott da vida. Os golpes são inteligentes, bem armados, e bem humorados. Se tem um defeito é que tem momentos enroladinhos, nos quais os protagonistas ficam testando um ao outro. Com uma meia hora a menos, ficaria perfeito. Clive Owen e Julia Roberts tem ótima química, mas é fato que o filme sempre melhora quanto Paul Giamatti ou Tom Wilkinson estão em cena (a luta dos dois na abertura é hilária).

Duplicidade é um filme divertido, que funciona bem, e que sofre pelo fato de jáno trailer, nos cartazes e até na capa do DVD dar a entender que vai ter uma super-reviravolta que vai mudar tudo e dar vontade de ver de novo. A diferença, nesse caso é que a reviravolta é bem divertida, e não deve deixar ninguém chateado.

NOTA: 8

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