Che - O Argentino



Independente das opiniões que todos temos sobre Ernesto 'Che' Guevara, não dá pra ignorar que o cara existiu, e muito menos sua história e suas opiniões. Dito isso, é extremamente corajoso que Steven Soderbergh tenha dedicado seu esforço para contar a história do mítico guerrilheiro. Vendo o filme, porém, deu vontade de pegar Soderbergh pelo colarinho e gritar 'Porque? Porque?'. Sei lá porque, o filme é narrado de uma forma não-linear que, sim, faz sentido no final, mas que não beneficia em nada a obra.

Che - O Argentino é a primeira parte do filme, que foi dividido em dois, e não sei se será o mesmo caso de Kill Bill, no qual o fato dos filmes serem separados acabou estragando um pouco. Mas o fato é que Soderbergh e Benicio Del Toro (que produziu o projeto) perderam a oportunidade de esclarecer a história de um dos maiores mitos dos últimos anos em uma montagem mala, aborrecida.

O filme tem muitos acertos, o principal deles é jamais esconder os fatos mais polêmicos da vida de Che, como ao mostrá-lo executando alguns de seus guerrilheiros numa pena de morte improvisada. Mas não dá pra saber se é um estudo de personagem (não é), apesar da brilhante performance de Benicio Del Toro. Os melhores momentos do filme são aqueles que mostram Guevara discursando na ONU, apesar de todas as cenas de batalha serem filmadas de maneira espetacular.

Enfim, prefiro Diários de Motocicleta.

NOTA: 8

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