A Verdade Nua



"Ser o cara bonzinho é o trabalho mais difícil do mundo quando você não é..." 

A Verdade Nua é uma espécie de especulação sobre a separação da famosa dupla cômica formada por Jerry Lewis e Dean Martin. Não sei muito da história que aconteceu (muito menos se envolveu um assassinato), mas o filme é bem sucedido em sua narrativa. Mais uma vez, Atom Egoyan mostra seu talento em narrar a história como se estivesse montando um  mosaico, no qual quando as peças finalmente se encaixam, formam um drama derradeiro.

Kevin Bacon e Colin Firth se saem maravilhosamente bem como a inusitada dupla. Bacon impressiona com sua versão de Lewis, enquanto Firth consegue talvez pela primeira vez na carreira, interpretar um personagem que parece cada vez mais sombrio e ameaçador enquanto o filme passa. Alison Lohman como a determinada escritora (e fã da dupla) se destaca ao atuar com uma coragem ímpar todas as nuances de sua personagem.

O filme só sofre pelo desnecessário excesso de narrações em off, que as vezes serve para narrar o óbvio, mas não chega a incomodar como parece. A Verdade Nua tem uma sensualidade impressionante, a cena de lesbianismo é filmado de maneira espetacular. A Verdade Nua não chega a ser um dos melhores de Atom Egoyan (que já fez Exótica e O Doce Amanhã), mas é um suspense erótico muito acima da média com atuações espetaculares. Sua fotografia também tornam a obra um deleite para os olhos do espectador.

NOTA: 9

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