Um Sonho de Liberdade



Hoje, depois de mais de 10 anos do seu lançamento, talvez não pareça tão sensacional para as novas gerações, mas é o filme definitivo sobre prisão. Quase todo filme (ou série de TV) sobre prisões chupa descaradamente as referências de Um Sonho de Liberdade. E não é pra menos.

Um Sonho de Liberdade consegue ser uma das melhores adaptações de um texto de Stephen King para o cinema, contando a história do pobre bancário que é mandado para a cadeia sob a acusação de ter matado a própria esposa. O filme foi escrito e dirigido por Frank Darabont, que devia só trabalhar com textos de Stephen King, como já comprovou nos excelentes A Espera de um Milagre e O Nevoeiro. Darabont demonstra enorme sensibilidade e coragem ao deixar um tempo na história para narrar a jornada de um dos personagens fora da prisão (Brooks). A estrutura lembra a narrativa de um livro, e funciona muito bem.

Tim Robbins e Morgan Freeman estão em um de seus melhores momentos (Freeman, aliás, adota o estilo de atuação que vem marcando sua carreira: o senhor sábio que também narra o filme: vide Menina de Ouro).

Um Sonho de Liberdade está no topo do IMDB como o filme mais bem cotado. Não é a toa. É sensível, bruto quando é necessário, mas é uma obra atemporal, cujo envolvimento do espectador é profundo e marcante.

NOTA: 10

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