Foi Apenas um Sonho






Sam Mendes já tinha trabalhado com o tema do horror dos subúrbios, e de maneira bem mais ácida, em Beleza Americana. Mas Foi Apenas um Sonho não é de se jogar fora. Só parece que o estilo do diretor não combinou com o roteiro, dessa vez. Mendes, que também dirigiu os subestimados Estrada Para Perdição e Soldado Anônimo, faz aqui seu filme mais fraquinho, o que não quer dizer nada, já que sua obra tem sido extremamente consistente.

O filme é extremamente depressivo e pessimista, sem poréns. Apresenta o sonho americano de maneira melancólica, lembra Tempestade de Gelo de Ang Lee. O casal de Titanic, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet estão em atuações maravilhosas, e sua química na tela é incandescente. O destaque do elenco, porém, vai para Michael Shannon, que em apenas duas cenas rouba o filme para si, numa performance inquietante.

Foi Apenas um Sonho é um filme visualmente bonito (mais do que deveria ser, eu penso), que também se perde por sua estrutura de flashback no início, que surgem intrusivos. Claro que as cenas apresentadas deviam aparecer, mas poderiam ser mais orgânicas. Mesmo assim, é um filme de atuações geniais, e com uma das melhores cenas finais dos últimos anos.

NOTA: 8,5

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