Babel



Babel não é um filme bom, e dá muita, mas muita raiva disso. Até a metade, funciona de maneira perfeita, a trama se mostra complexa e surpreendente. Tudo para que, no final, o filme se arrume de um jeito banal e melodramático. A idéia é bacana, mostrar a falta de comunicação no mundo, não apenas entre as línguas, mas com pais e filhos também. Mas as tramas acabam ficxando deslocadas, principalmente a da garota japonesa surda-muda, que tem a melhor atuação no filme, mas que tem uma ligação no mínimo esdrúxula com o resto da trama. Parece estar no filme errado o tempo todo.

Alejandro González Iñárritu e Guillermo Arriaga conseguiram fazer duas obras exelentes seguindo o mesmo esquema, Amores Brutos e 21 Gramas. É curioso notar que Babel é o filme mais linear da dupla, e também o menos bem sucedido. A montagem tecnicamente é perfeita, mas a linearidade (que acredita estar escondendo segredos do público quando tudo é muito óbvio) beira o patético numa cena ao final (a ligação de Brad Pitt). Em prol de uma dramaticidade artificial, o filme obriga os personagens a realizarem coisas estúpidas (principalmente no final da trama no México).

O fato de Babel não ser uma obra poderosa é lamentável, já que após assistí-lo, não tem como não admirar a coragem do filme ao expor a arrogância americana perante ao mundo, os problemas da imigração ou da própria sexualidade dos adolescentes. Só que faltou esmero no roteiro, e não tem como ficar profundamente decepcionado com o resultado final.

NOTA: 5

2 comentários:

John disse...

Eu senti a mesma coisa quando terminei de ver esse filme. xD A história da japa se liga muito forçadamente com as outras histórias... Mas os outros do Iñárritu são fodas! \o

KARINE OLIVEIRA disse...

Estou morreeeeendo de ódio desse filme. Pqp! É uma cagada atrás da outra, povo estúpido que não sabe falar e nem ouvir coisas simples.
Essas pessoas só cagam o filme inteiro! Acho que fiquei c problema de nervos depois desse filme kkkk

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