Sete Vidas



É como assistir um nenê fazendo cocô: é bonitinho e tudo mais, mas você sabe que dali, só tá saindo merda. Com um elenco talentoso e que obviamente está empenhado no projeto, o filme é esquemático e, pior de tudo, chato, longo. Tenta criar drama atrás de drama, mas só se enrola. E pior, as histórias mais interessantes são deixadas de lado, principalmente o cego interpretado por Woody Harrelson. Era de se esperar mais do talentoso diretor Gabrielle Muccino.

Mas reclamar da chatice é ser superficial demais. Na verdade, o filme começa muito bem, com uma montagem não-linear que realmente envolve o espectador. Porém, depois que o público finalmente entende a situação (mesmo que parcialmente), o filme se embola de um jeito que nem a boa interpretação de Will Smith salva. As metáforas são bobas, a história, muito mal amarrada, mesmo com suas boas intenções.

O pior é que tenho a plena sensação de que se for revisto, poderia facilmente identificar todos os furos presentes ali. Mas não me atrevo a ver essa chatice piegas de novo.

NOTA: 3

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