Milagre em Sta. Anna



Assim que Milagre em Sta. Anna terminou eu fiquei me perguntando: Porque sempre que falo de meus diretores preferidos, eu esqueço de Spike Lee? Diretor de forte opinião, com estética forte e própria, gera polêmica porque manda a sutileza nos comentários pra puta que o pariu. Encara dilemas dando chute na cara e voadora. É um artista nato. Poucos conseguiram fazer de um simples filme sobre assalto a banco, em um estudo sobre as classes sociais em Nova York (O Plano Perfeito) ou o último dia de um condenado a cadeia em um estudo sobre o destino e as escolhas do ser humano (A Última Noite).

Milagre em Sta Anna é um dos filmes de guerra mais belos já feitos. Tem cenas de batalhas estupendas, mas é no drama humano que está sua importância. De início, parece que o filme vai se enrolar depois da genial abertura. Porém, todas as histórias secundárias se ligam de maneira orgânica, e se ligam como um belo mosaico.

Em seu mais recente filme, Spike Lee fez mais do que trazer justiça a participação dos negros na Segunda Guerra. Fez um drama humano, com pequenos toques de espiritualidade, que tornam a obra, uma experiência obrigatória.

NOTA: 10

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