Harry Potter e a Ordem de Fênix



Depois da decepção que foi Mike Newell na direção de um filme da série, os produtores devem ter resolvido ousar de novo, e dar chance a um diretor inusitado: David Yates, cujo trabalho mais conhecido foi dirigir episódios da série inglesa que deu origem ao recente Intrigas de Estado. E Yates não decepciona. Dirige um filme enxuto e que melhora a cada cena. Coloca cenas de ação com câmera na mão, e dá um ar de conspiração política a obra.

Outra grande melhora foi o elenco, principalmente no próprio Potter, Daniel Radcliffe. Infelizmente, seu personagem é um bundão chato, que o roteiro obriga inúmeras vezes a dizer que quer resolver tudo sozinho. Não aprendeu nada nos filmes passados o burrinho. Mas no final faz sentido, vá lá... Destaque mesmo é para Ralph Fiennes e Gary Oldman, sempre geniais, e claro, a eterna Vera Drake, Imelda Staunton como a divertida ditadora (esse termo fica estranho no feminino, não?).

Harry Potter e a Ordem de Fênix levanta mais uma vez a bola da franquia, e assistí-lo, realmente me fez entender como o mais recente da obra foi tão exageradamente bem na estréia (quase 400 milhões no mundo). Só rezo para não ver outra encheção de linguiça.

NOTA: 9

0 comentários:

Real Time Web Analytics