Harry Potter e o Cálice de Fogo



Nunca li os livros do bruxo dito cujo, mas acompanhei razoavelmente no cinema. Os dois primeiros filmes foram duas atrocidades dirigidas pelo chato do Chris Columbus. Foi só no terceiro, Harry Potter e o Prizioneiro de Azkaban que a série ganhou respeito mesmo, mérito do grande Alfonso Cuarón, que conseguiu fazer uma obra relevante não só dentro da franquia, como em sua própria filmografia.

E chegamos enfim ao quarto filme da obra, Harry Potter e o Cálice de Fogo, que tem na direção o talentoso Mike Newell (o mesmo de Donnie Brasco e Quatro Casamentos e um Funeral). Só que seu nome nos créditos não fazem a menor diferença. O filme é chato, arrastado. É cheio de mágicas, efeitos especiais desnecessários, de personagens malas. O roteiro é confuso e muito mal-estruturado. Não li o livro, e não posso jular a autora, mas o filme é uma bagunça tão incômoda, que parece estar consciente de ser uma enrolação danada. Tudo bem que o público alvo são adolescentes, mas não precisava tratá-los como idiotas.

O forte de Newell sempre foi a direção de atores, mas aqui ele parece desfazer o que Cuarón havia feito. Os jovens bruxos se comportam como crianças de 15 anos, perdem a maturidade que ganharam no filme anterior. E a grande Miranda Otto é colocada numa personagem tão, mas tão ruim que chega a doer.

A história só ganha pontos no final, quando finalmente algo de realmente relevante dentro da franquia acontece, numa das melhores cenas da obra de J.K. Rowling. O que irrita ainda mais, de certa forma, já que para finalmente ver algo interessante, fomos obrigados a ver duas horas de um torneio idiota (reparem que, no final, o vencedor não faz a menor diferença jea que o troféu simplesmente desaparece) e um baile tão, mas tão forçado que deve ter uma das piores cenas de show de rock já vistos num filme (empatando com Rock Star, provavelmente).

NOTA: 5,5

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