Control



É uma cine-biografia interessante, que foge de todas as convenções do gênero. É inusitada pela frieza que vai desde a fotografia até a marcação de cenas. O diretor Anton Corbijn é também fotógrafo, e dos bons, e demonstra seu talento na composição dos enquadramentos. A perfeição estética é marcante e é uma pena que a distribuidora do filme aqui no Brasil tenha deixado seu filme em tela cheia (4:3) sem qualquer cuidado.

Anyway, o filme conta a história de Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Marido e pai cedo demais, o jovem parece ser um adulto num corpo de criança, apenas para aos poucos inverter essa ordem. As cenas de shows são muito bem filmadas, rivalizando até com as de Quase Famosos. O impacto que a banda teve na época pode ser sentido graças a isso.

Só é um pouco lamentável que o filme se arraste um pouco perto do final, e que demore um pouco mais do que deveria para estabelecer uma relação emocional entre Curtis e o público. quando isso acontece, já estamos quase no terceiro ato. Mas só por variar da quase receita de bolo de histórias trágicas de músicos no cinema, tipo Ray ou Johnny e June, vale muito ser visto.

NOTA: 8,5

2 comentários:

mari disse...

Gostei bastante..nota 9.0!

Red Dust disse...

Para mim é um dos melhores de 2007. Um retrato muito forte sobre a complexa mente de Ian Curtis, servido admiravelmente por um fascinante preto e branco. É também uma justa homenagem aos Joy Division.

9/10.

Abraço.

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