Sob Controle



Filho de peixe, peixinho é... mas e filha de David Lynch? Jennifer Lynch já havia estreado no cinema no início dos anos 90 com o esquisito Encaixotando Helena (outro filme que até hoje, não sei se gostei). Na época, foi acusada de simplesmente abusar do nome do pai para fazer bizarrices. Acabou ficando quase 15 anos sem dirigir nada até este Sob Controle, do qual papai é produtor executivo. Só que ela não se distancia do cinema do pai, tanto assim. Os insuportáveis silêncios das obras de Lynch pai, por exemplo são muito bem usados aqui. Só parece acrescentar um pouco do cinema sobre cinema de Brian DePalma: o olhar de um personagem sobre uma cena já pode mudar todos os fatos.

Sob Controle merece ser assistido sem que o público não tenha a menor idéia do que está por vir, então nem sinopse eu vou escrever. Só vale dizer que não lembro de ter gostado tanto de Bill Pullman tanto em algum outro filme. Considero ele um ótimo ator, mas aqui ele está perfeito.

O filme é violento e cru, usando de um perverso humor negro que deve espantar algumas pessoas. E garanto que David Lynch deve estar orgulhosíssimo da filhota. E, dessa vez, ela merece.

NOTA: 9

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