Na Natureza Selvagem



Como diretor, Sean Penn já havia realizado duas obras memoráveis, Acerto Final e A Promessa. Em seu último exercício na função, ele acabou superando todas as expectativas com seu retrato humano e sensível da triste história real de Chris McCandless (ou Alexander Supertramp), um garoto que logo após se formar, viaja para longe de tudo e todos atrás da... bem... Natureza Selvagem no Alasca.

O roteiro acaba sendo um road-movie que foge do esquema episódico graças a montagem que intercala o caminho de Chris com ele já em meio ao Alasca. E os personagens que o rapaz conhece durante a jornada são todos impagáveis, com um destaque claro ao personagem de Hal Holbrook, o senhor que acaba sendo a última visita de Chris (e que em sua última cena juntos, protagoniza a cena mais emocionante do filme).

O ex-mala Emile Hirsch prova pra Deus e o mundo seu talento. Sua interpretação é irretocável e corajosa, e sua dedicação para com o projeto é evidente, como comprova o momento em que o personagem se encontra em péssimas situações de saúde.

Aliado a tudo isso, destaca-se também a brilhante trilha sonora que Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) compôs para o projeto. Músicas de violão, quase um folk a lá Bob Dylan em início de carreira, a música acompanha e complementa a jornada de Chris McCandless e torna-se quase uma personagem no filme.

Sean Penn, que escreveu o projeto e esperou dez anos para realizá-lo já que esperou a família McCandless autorizar o projeto definitivamente, mostra um trabalho brilhante na direção, alternando maravilhosamente bem a complexa e ambiciosa narrativa. E agora com um filme desses no currículo, não sei se torço para que venha seu próximo filme como ator, ou como diretor.

NOTA: 10

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