Onde os Fracos Não Têm Vez



Humor Negro é meu gênero favorito de comédia. Filmes do Monty Python, Dogma do Kevin Smith são perfeitos exemplos. Mas humor negro, negro mesmo, aquele de rir com culpa, é com os Irmãos Coen. Lembram do moedor de carne de Fargo? Da reunião da KKK em E aí meu Irmão, Cadê Você?. Pois é. Os caras são gênios.

E é sempre uma grata surpresa ver que cineastas veteranos como eles (que já tem mais de 20 anos de carreira) ainda conseguem nos surpreender. Assistir a Onde os Fracos Não Têm Vez tem o mesmo sabor de assistir Match Point de Woody Allen, ou seja, é cinema de mestre, mas nos surpreendendo a todo instante.


O filme conta a história de um "cowboy moderno" (Josh Brolin) que encontra uma maleta com 2 milhões de dólares e decide ficar com o dinheiro. A história se desenvolve nas consequências disso, com um assassino (Javier Bardem) que é contratado para segui-lo e o um xerife (Tommy Lee Jones) que decide ajudar o pobre coitado, porém, com a certeza que está entrando numa batalha já perdida.

Adaptado do livro de Cormac McCarthy (que não conheço, erro que estou corrigindo), o filme é tenso a todo instante, e o fato de jamais usarem trilha sonora realça isso e faz com que qualquer cena tenha um tom quase insuportável (no melhor dos sentidos). Aliás, ainda está para ser criado um adjetivo para elogiar o roteiro, as atuações e a direção do filme. Os diálogos são perfeitos e os atores recitam suas falas com timing inpecável. Trabalho de gênio mesmo, sem brincadeira. Aliás, o humor presente no filme se equilibra bem com as cenas de violência, aliás, as mais chocantes já filmadas pelos cineastas.

Contando com um final abrupto e perfeito, Onde os Fracos Não Têm Vez, não é apenas o melhor filme dos Irmãos Coen, mas é uma aula de cinema como a muito tempo não havíamos recebido.

NOTA: 10

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