Cloverfield - Monstro



Filmes catástrofe ou de monstros estão bem longe de me interessarem. Alguns dos exemplares que mais gosto, por exemplo, são O Dia Depois de Amanhã ou O Inferno de Dante. E reconheço que só gosto desses filmes porque eles funcionam em seu maior propósito, ou seja, efeitos especiais, já que seus roteiros costuravam dramas piegas e ridículos com cenas mirabolantes que funcionavam graças a engenhosidade dos técnicos que trabalharam nos filmes.


Aguardava Cloverfield, portanto com receio. Não sou grande fã de JJ Abrams, e mesmo sendo grande fã de Lost, não dou todo o mérito da qualidade do seriado pra ele. Aliás, jamais gostei de suas outras investidas na TV (o seriado Felicity) ou no Cinema (Missão Impossível 3, bem melhor que o segundo, o que não é exatamente um elogio). Aliás, se reconheço uma grande qualidade em Abrams é o marketing. A campanha para vender o filme ao público foi genial. Porém, todos olhavam com desconfiança para o ambicioso projeto. Desconfiança que foi embora quando o filme chegou as telas. Cloverfield é um espetáculo visual, e surpreende com o tom humano. Deixando explicações sobre o monstro de lado, e prestando atenção na história de seus personagens e no terror da situação sobre a população de Nova York, Cloverfield se destaca em seu gênero graças a essas virtudes.



A história é simples: acompanhamos uma fita que mostra um rapaz que vai para o Japão e durante a sua festa de despedida, um monstro gigante invade Nova York. A sinopse ridícula que apresentei, porém, não faz juz ao que Cloverfield proporciona. O romance apresentado na história (e realçado pelo fato de que a fita foi gravada por cima de imagens do casal no dia em que passaram juntos) é interessante e mesmo que as vezes pise no melodrama, é eficiente e funciona muito bem como estrutura dramática (embora não possa dizer o mesmo do romance entre o câmera e outra garota).

Com efeitos especiais impressionantes, o filme atinge um tom de realismo absurdo, e a destruição em escala gigantesca realmente impressiona. A experiência de assistir Cloverfield no cinema é singular e catártica. O que me lembrou de quando assisti A Bruxa de Blair no cinema. Saí do cinema empolgado em todos os sentidos, porém, quando o revi na telinha, o filme perdeu muito do impacto original, algo que certamente vai acontecer com Cloverfield. Para quem já viu o filme, alguém acha que a cena do helicóptero vai passar a mesma sensação na TV que passou no cinema?

Nem sei se isso é um defeito. Sei apenas, que diversão que não ofenda o cérebro é cada vez mais raro no cinema, então o jeito é aproveitar.


NOTA: 8

3 comentários:

Roger (o invejoso) disse...

Acompanhe comigo:

a dona do cinema local, de alguma maneira, não repassava o valor real vendido na bilheteria para o grupo que mandava os restos de filmes já gastos pra ela (1 mês de atraso, sempre).

Com isso há 3 meses não há um filme que preste vindo para cá. Ou seja, não espero ver nada que preste nos próximos meses.

Ou seja, vou economizar com cinema. Ou seja, to com muita inveja de você. A safra deste período está prometendo.

Enfim, o marketing do filme é ótimo mesmo. Os trailers de TV só me fazem querer vê-lo.

Abraço, filhote.

Anônimo disse...

seu sait é uma merda...não achei o que eu queria ....

Tiago Lipka disse...

Ainda bem que não achou, Anônimo de merda.

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