Amores Brutos



Primeiro filme de destaque do diretor Alejandro González Iñarritu (21 Gramas e Babel), Amores Brutos é um inquietante estudo de personagens ligados por um fato, assim como os outros dois filme de Iñarritu, desta vez, um acidente de carro.

Em uma das histórias, um triângulo amoroso envolvendo três jovens, dois irmãos e aesposa de um deles. O irmão que deseja a esposa do outro começa a enriquecer colocando seu cão em rinhas. Na outra história (a melhor), homem abandona esposa e filhos para viver com a mulher que sempre sonhou. Porém, ela acaba ficando paraplégica no acidente de carro, e ambos tem que conviver com a situação. Na terceira, um mendigo vai de encontra ao seu passado.

Escrito por Guillermo Arriaga, que foi roteirista dos dois outros filmes de Iñarritu e do estupendo Três Enterros de Tommy Lee Jones, o filme não perde impacto ou se enfraquece pelo número de histórias, como ocorreu em Babel. Aliás, muito pelo contrário. Utilizando elementos em comum, o cineasta cria uma espécie de teia, onde todos aqueles personagens ganham ligações profundas e marcantes, e não apenas truques para tudo soar complexo, como ocorre em Babel (!).


O elemento mais marcante em cena, certamente são os cães. Sua metáfora é usada para ajudar a demonstrar que os amores e todos os nossos sentimentos são parte de nossos instintos animais. E há particularmente dois momentos geniais envolvendo os animais no filme: o primeiro, quando o cão de uma personagem fica preso embaixo do piso da casa, criando um aspecto fantasmagórico quando ele late, e a cena na qual o mendigo volta para casa e vê o que seu mais novo cão fez com os outros (fui vago para não estragar as surpresas).



Atuações unanimemente brilhantes (portanto, difícil dar destaque para um só), Amores Brutos só perde como meu favorito do cineasta para 21 Gramas, que considero uma obra prima. Mas este não fica muito para trás, e certamente, merece o respeito e admiração que tem de seu público.



NOTA: 9

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